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10 outubro 2008 - 19:16

Onde utilizar Ronaldo?

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Carlos Queiroz não adiantou o onze que vai escalar para, sábado, na Suécia, tentar recuperar os pontos ingloriamente perdidos em casa com a Dinamarca na corrida pela presença no Mundial de 2010. Entendo que não tenha feito mas, a menos que esteja a tentar baralhar os jornalistas (como o fez em Malta, quando disse que a equipa seria 70 ou 80 por cento igual à utilizada contra as Ilhas Faroé e depois foi exactamente igual), parece que vamos ter várias alterações. Algumas, claro está, devem-se às ausências forçadas de determinados elementos. Mas, para além dessas, consta que terá lugar uma mais estruturante. Falo da possibilidade de Cristiano Ronaldo alinhar como ponta de lança.

O futebolista do Manchester United é, indiscutivelmente, um dos melhores futebolistas do Mundo, razão pela qual, do meio-campo para a frente, pode desequilibrar em qualquer posição mas, pessoalmente, não me parece que a sua colocação entre os centrais contrários seja a melhor opção. Para ele e para a equipa.

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Percebo que Queiroz acredite no bom jogo de cabeça do madeirense. Admito, inclusive, que o rapaz, contrariamente à maioria dos jogadores lusos, possui uma estampa atlética capaz de fazer frente aos sempre poderosos jogadores escandinavos. Até entendo que, com a sua deslocação para o centro do ataque, o técnico ganha espaço para utilizar mais criativos nas alas. Mas, reafirmo, não me parece uma aposta muito segura.

Durante vários anos, exactamente por ter muitos tecnicistas na equipa – e também por não possuir finalizadores de créditos firmados -, a Selecção jogava sem verdadeiros avançados. Eram os tempos do futebol espectacular, recheado de belos momentos mas que, na maioria dos casos, acabava sem a equipa nacional marcar golos. Lembro-me bem das anedotas que, lá por fora, contavam sobre essa estranha realidade. Éramos os campeões do Mundo do futebol sem golos.

Não gosto de vitórias morais. Nunca gostei. E é por isso, e sabendo também que pontuar na Suécia não sendo fulcral dá um grande jeito, que preferia uma Selecção com um verdadeiro ponta de lança e com Ronaldo na sua real posição.

Mas, independentemente da táctica, importante é não sair derrotado de Estocolmo. Mas isso, tenho a certeza, Carlos Queiroz também sabe. Provavelmente melhor que todos nós. É que um novo desaire será suficiente para provocar por cá um “terramoto” ainda mais violento que os abanões das bolsas. Os defensores do “antigo regime” não ficarão quietos...

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