Os árbitros, sempre os árbitros

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Com a normalidade de resultados a voltar aos grandes da capital - o melhor FC Porto de há 68 anos está imparável - as arbitragens seguem o caminho usual, sendo o ponto de partida e de chegada dos discursos dos intervenientes directos e dos adversários.

Paulo Bento, que demorou a digerir a decisão de Pedro Henriques, acabou por cometer na análise ao jogo com o V. Guimarães um erro de principiante, comentando o lance de que resultou o primeiro golo leonino com "duvidoso". Quando de duvidoso nada tem...

Bem fez Cajuda em não entrar pelas queixas do costume para justificar o injustificável: o Sporting ganhou e bem. Numa vitória que não merece contestação, teria sido bem mais franco Paulo Bento se assumisse sem rodeios o que toda a gente viu.

Deplorável foi também a atitude de Rui Cunha, vice-presidente do Benfica, quando ontem se atirou aos leões. Queixou-se o dirigente dos encarnados que "as regras do râguebi aplicam-se, agora, ao futebol", e que a "teoria da vitimização está a funcionar". Pouco há a dizer sobre este episódio lamentável. O Benfica não precisa destes comentários para vincar o seu valor.

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