Os insectos e as primas

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1. Armando

Passaram 24 horas e a Sport TV deu uma lição à imprensa escrita: "Um genro do pior" seria uma boa manchete para um jornal popular, se algum tivesse a coragem de se assumir como tal. Bem, mas a inspirada frase do canal de desporto constituiu, na segunda-feira, uma saudação provocatória ao "sogro do melhor" presente no estúdio: Augusto Inácio. Que lá levou aquilo na desportiva, aproveitando para fazer o elogio de Armando, palavras merecidas para um futebolista de qualidade, que só não produz mais e melhor porque, na Luz, quando toca na bola, logo o começam a assobiar. Cá por mim, o Fyssas pode continuar a tratar do pescoço. O Armando é mais produtivo e ganha menos.

2. Rúben

E lá volto eu à minha mania azul. Sabem qual foi o treinador que descobriu o Rúben Amorim e o pôs a treinar com os seniores? Marinho Peres, o que é que se há-de fazer! Só tenho pena que o treinador brasileiro tivesse também ido buscar alguns compatriotas meio-coxos em vez de ter logo apostado em alguma prata da casa. Quem sabe se jogadores como Fajardo, Santiago, Rui Duarte ou Malá não teriam agarrado um lugar ao sol se lhes tivessem sido dadas as oportunidades de que gozaram Eliseu, Gonçalo Brandão e Rúben Amorim? É que não tenhamos dúvidas: este jovem que agora tão bem se bateu com o Benfica, se voltar ao banco para dar lugar a um mercenário pode ter Mafra como destino.

3. Couceiro

Gagá julgo que ainda não estou, mesmo sendo suspeito para o dizer. É que vejo aí cada totó convencido que ainda não morreu que só espero que Deus me guie quando chegar a hora de eu próprio me mandar para casa. Vem isto a propósito da irritação de João Loureiro pelas declarações de José Couceiro no final do Boavista-Alverca. O presidente axadrezado disse que o treinador "está a mais no futebol", o que me fez ir ouvir a gravação das suas declarações à Sport TV. E das duas uma: ou Couceiro proferiu outras palavras ou, se foram só essas, foram do mais educado e tranquilo que eu alguma vez ouvi a um treinador após um jogo perdido naquelas condições. Se tem razão, já é outra coisa.

4. Pinto da Costa

Aquele discurso de Espinho era tão certo como o calor de Agosto. Como escrevi na edição do Record do último sábado, o FC Porto, o seu presidente e o seu treinador - com ou sem a verdade pelo seu lado, deixemo-nos de... pormenores - foram os principais beneficiados com a última "guerra" que os opôs ao Sporting. E era evidente que não perderiam a oportunidade de cobrar os dividendos da vantagem que uma vez mais obtiveram. O líder portista agarrou-se ao microfone - sabendo que tem, na oratória, a mesma qualidade táctica com que Mourinho ganha os jogos ou o mesmo virtuosismo técnico de Deco - e pôs-se a disparar em direcção a Sul. E não poupou munições: nem o simples (e particular) convite dirigido a Reinaldo Teles para beber um copo, na sequência da sua presença em Lisboa para homenagear Fehér, deixou de ser esgrimido com o intuito de acertar no coração do inimigo. E tudo porquê? Porque ainda não foi entendido o cerne da questão: por muito difícil que seja consegui-lo, o FC Porto pode ser derrotado no campo e um dia há-de sê-lo, é a vida; o que não é possível é fazer com que Pinto da Costa perca no domínio da palavra, arte em que é melhor do que os outros. Ganhem-lhe os jogos e depois organizem-se. Assim, só dão tiros no pé...

5. Niculae

Sem querer tirar o mérito que sempre aqui tenho justamente atribuído a Fernando Santos, creio que a sorte tem estado bem mais com ele do que com o rival Camacho. Enquanto o espanhol tem passado o tempo à espera da recuperação de Nuno Gomes, a ver o regresso de Mantorras atirado para as calendas, a chorar o desaparecimento de Fehér e a ficar com mais dores de cabeça com as prendas Luisão e Fyssas, o engenheiro - que começou mal com a grave lesão de Hugo - viu recuperar sucessivamente Pedro Barbosa (este, psicologicamente), Sá Pinto e Niculae. Se do actual titular e meio, passar a ter três, o técnico leonino bem pode gabar-se da excelência dos seus reforços de Inverno.

Perguntas leva-as o vento...

1. Qual é o estádio cuja relva não serve para jogar, mas que constituiu um excelente (e muito pisado) "cenário natural" para fotos de casamentos e baptizados?

2. Qual foi a SAD que afastou o advogado que devia abrir o inquérito a um jogador, e aliciou a mulher deste, em fase de separação, no sentido de fornecer dados que permitam "correr" com o futebolista?

3. O sueco Andersson foi cedido ao Belenenses para pagamento parcial dos 300 mil e tal contos devidos pelo Benfica em resultado do "caso Paulo Madeira"?

4. Quem é o (simpático) agente desportivo que sempre que tira uma foto com uma 'fanática' diz: "Lá tenho de mandar a factura ao Record..."?

O vento traz as perguntas, o vento leva as respostas...

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