Os melhores da temporada
A época terminou e, perante a agitação do mercado, já se contam os dias para que a competição esteja de volta. É tempo de balanço e uma boa altura para falar sobre os jogadores que estiveram em maior evidência na temporada que agora findou. Para tal, nada melhor do que duas escolhas: uma com os melhores portugueses e outra com os melhores estrangeiros que atuaram na 1.ª Liga.
Começando pelas balizas, o leão Rui Patrício voltou a destacar-se entre os guardiões lusos, sendo que as afirmações de Ventura (Belenenses) e Marafona (Moreirense) foram boas surpresas. Por outro lado, o brasileiro Júlio César, pela sua classe e qualidade, foi uma peça-chave na solidez defensiva do Benfica. E os compatriotas Matheus (Braga) e Adriano Facchini (Gil Vicente) estiveram igualmente em evidência.
Nas laterais, Cédric (que está de saída para Inglaterra) e o benfiquista Eliseu foram os portugueses que mais se destacaram, enquanto Bruno Gaspar (V. Guimarães) e Afonso Figueiredo (Boavista) foram revelações. Os portistas Danilo e Alex Sandro voltaram a mostrar grande rendimento, com o primeiro a ser contratado pelo Real Madrid, sendo seguidos por Maxi Pereira e Jefferson nas boas exibições.
Quanto a defesas-centrais, Paulo Oliveira (Sporting) e André Pinto (Braga) mostraram que podem vir a ser soluções para a Seleção Nacional, enquanto os vimaranenses João Afonso e Josué apresentaram potencial na sua estreia no principal escalão. Luisão e Jardel foram referências importantíssimas no bicampeonato do Benfica. Já Aderlan Santos (Braga) e Marcano (FC Porto) mostraram experiência e qualidade.
Embora num nível abaixo do ano anterior, William Carvalho destacou-se entre os médios-defensivos portugueses e apenas Danilo Pereira (Marítimo) e o vimaranense Cafu lhe fizeram sombra. Entre os estrangeiros, o bracarense Danilo foi a grande revelação, dando provas de um potencial para jogar numa grande equipa europeia a breve prazo. O portista Casemiro cresceu muito na segunda volta e o egípcio Aly Ghazal foi essencial na recuperação que o Nacional registou na Liga.
Pelo meio-campo, os leões Adrien e João Mário deram dinâmica ao miolo do Sporting, sendo que André André (V. Guimarães) e Pizzi (Benfica) se assumiram como novas opções para Fernando Santos. Os pezinhos mágicos e a visão de jogo de Óliver Torres prometem deixar saudades no Dragão, tal como a criatividade de Bernard em Guimarães. Também o pacense Michael Seri e o benfiquista Talisca tiveram bons momentos nesta Liga.
Nas alas, o destaque vai todo para Marco Matias. O jogador do Nacional foi o melhor marcador português da Liga, com 17 golos, um feito digno de registo. Voltamos a ter Ricardo Quaresma e Nani em excelente plano, o que são boas notícias, e vimos Hernâni revelar-se em Guimarães, com exibições que lhe valeram a ida para o FC Porto. Gaitán e Salvio foram os elementos desequilibradores do Benfica, Carrillo teve finalmente a sua afirmação em Alvalade e Brahimi, apesar do apagamento desde janeiro, deu mostras de que pode ser um jogador de top mundial.
Éder (Braga), Bruno Moreira (Paços de Ferreira) e Ricardo Valente (V. Guimarães) foram os matadores nacionais. E Jackson Martínez, a estrela maior da Liga que está de partida, teve uma luta animada com Jonas e Lima pelo título de melhor marcador, todos eles jogadores experientes, com faro de golo e capacidade para fazer a diferença, que engrandeceram o futebol nacional.
O craque
Já merecia o golo
No seu 18.º jogo pela equipa das quinas, o avançado Éder quebrou finalmente o enguiço e apontou um golo pela Seleção Nacional. As coisas nem sempre lhe saíram bem nas partidas anteriores, mas era um tento que já merecia pelo esforço e dedicação demonstrados e sobretudo pelas boas exibições que realizou ao serviço do seu clube e que o levaram a ser uma escolha assídua dos selecionadores Paulo Bento e Fernando Santos. Avançado possante, oportuno e rápido, com uma técnica também interessante, é um jogador importante numa posição onde Portugal tem poucas soluções.
A jogada
De olho nestes meninos
A lotaria das grandes penalidades acabou por ditar o fim do sonho da Seleção sub-20. Dentro de campo, os portugueses foram superiores aos brasileiros e podiam ter marcado em duas ou três ocasiões. E fica essa pequena frustração de ver o Brasil na final deste Mundial, uma equipa que, não fosse a falta de eficácia, podia ter sido derrotada por uma seleção portuguesa cheia de bons valores que seguramente vão singrar no futebol nacional. É preciso acompanhar e acarinhar a evolução destes jogadores. O futuro promete ser risonho.
A dúvida
Mais uma confusão…
Roça o ridículo. Marco Ferreira, o segundo melhor árbitro da época 2013/14, promovido a internacional no ano anterior, nomeado para a última final da Taça de Portugal (que normalmente premeia os melhores juízes), ficou classificado em último lugar na presente temporada e foi despromovido de categoria correndo o risco de perder as insígnias da FIFA. A incoerência nas nomeações e nas notas atribuídas aos árbitros pelos observadores tem sido uma constante. Aqui alguém foi incompetente. Será que o Conselho de Arbitragem da FPF se dará ao trabalho de explicar mais esta confusão?
