Os melhores de 2013

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Os melhores de 2013
Os melhores de 2013

Ano de glórias memoráveis para uns e de terríveis pesadelos para outros no futebol português, é tempo de passar 2013 em revista.

Este ano fica indelevelmente marcado pelo minuto 92 do clássico entre FC Porto e Benfica no Dragão. Quando as águias já festejavam, um menino saltou do banco para virar uma Liga que estava com destino traçado e entregar o tricampeonato aos portistas. Kelvin imortalizou um momento de grande emoção que ficará na história. A sublime imagem dos festejos de Vítor Pereira, enquanto Jorge Jesus se ajoelhava no relvado, espelha bem os sentimentos contrastantes de alegria e frustração que se vivem no futebol.

Apesar das críticas, sobretudo pela eliminação na Liga dos Campeões frente ao Málaga, Vítor Pereira conquistou a Liga sem derrotas, algo que só André Villas-Boas tinha atingido no clube. Um feito ainda mais valorizado por ter superado uma das melhores equipas do Benfica nos últimos anos. Vítor Pereira foi símbolo de competência, perseverança e amor à camisola. Ainda no FC Porto, Jackson Martínez colocou fim às saudades de Falcão. Os dragões encontraram um avançado excecional, forte no jogo aéreo e capaz de marcar golos com os dois pés.

Seria injusto não referir o Benfica como um dos protagonistas deste ano. Com um futebol de ataque e beleza estética, a época anterior poderia ter figurado entre as melhores de sempre na história do clube. A equipa de Jorge Jesus esteve perto de vencer Liga, Taça de Portugal e Liga Europa, mas falhou na hora das decisões. A nível individual, a afirmação de Matic, médio de grande qualidade, capaz de pautar o jogo defensivo e ofensivo do Benfica, deu outra dimensão ao futebol da equipa.

Já o Sporting passou do inferno ao céu. Depois de obter a pior classificação de sempre (7.º), a equipa termina o ano no topo da tabela, a par de Benfica e FC Porto. Mérito da nova direção e do treinador Leonardo Jardim, que souberam planear a temporada com grande visão, face às debilidades financeiras do clube. A aposta em jovens valores já deu frutos e a descoberta de Fredy Montero está a ser uma agradável surpresa em época de estreia.

No Braga, António Salvador venceu o primeiro troféu com a conquista da Taça da Liga. Uma vitória que os bracarenses há muito procuravam, assim como José Peseiro, treinador que merecia mais crédito. O Paços de Ferreira de Paulo Fonseca também guardou um lugar na história. O agora treinador do FC Porto apurou a equipa para uma inédita participação na Liga dos Campeões com a ajuda de atletas como Josué, Diogo Figueiras, André Leão e Vítor.

Marco Silva, em época de estreia na Liga, teve o mérito de elevar o Estoril às competições europeias e a equipa deixou uma boa imagem na Liga Europa. Jefferson, Carlos Eduardo, Licá e Steven Vitória (hoje ao serviço dos três grandes) foram estrelas que deixaram o clube, mas a equipa soube reinventar-se. Em Guimarães, o Vitória teve um ano dourado. A aposta de Rui Vitória em jogadores da formação acabou por ser certeira, resultando na conquista da Taça de Portugal e apuramento para a Liga Europa. A venda de Baldé, Soudani, Tiago Rodrigues e Ricardo permitiu reduzir o passivo e, mesmo assim, a equipa continua nos lugares cimeiros.

O Rio Ave de Nuno Espírito Santo, a estreia do Arouca na 1.ª Liga e o regresso de um renovado Belenenses são outros destaques de um ano que fica marcado pela qualificação de Portugal para o Mundial’2014, com Cristiano Ronaldo no auge das suas capacidades. Que o próximo ano seja ainda melhor!

O CRAQUE

Avançado com escola

Os graves problemas financeiros do Olhanense encontraram solução num grupo de investidores, cujo projeto desportivo passou por montar um plantel com jogadores oriundos do mercado italiano. Sem experiência de futebol português, a equipa tem sentido dificuldades. Mas há bons valores e o italiano Federico Dionisi é um dos casos. É um avançado com a escola do seu país e um dos mais perigosos do ataque dos algarvios. Com grande mobilidade e garra, foge à marcação dos adversários, tendo boa técnica e facilidade de remate. Só lhe falta marcar mais golos.

A JOGADA

Com faro pelo golo

Em 2013, Cristiano Ronaldo apontou 59 golos pelo Real Madrid e 10 pela Seleção Nacional, perfazendo um total de 69 golos em 59 jogos disputados. Mas há mais portugueses a dar cartas por essa Europa fora na arte de fazer golos. Neste momento, Hugo Almeida (Besiktas), Orlando Sá (AEL Limassol) e Marco Paixão (Slask Wroclaw) lideram a lista de melhores marcados dos campeonatos de Turquia, Chipre e Polónia, respetivamente. Na Rússia, Danny (Zenit) já leva 10 golos e, por França, Nélson Oliveira (Rennes) já apontou sete tentos. Os portugueses estão com o pé quente.

A DÚVIDA

As férias de Natal

Com os jogos da Taça da Liga a aproximarem-se, e com um Sporting-FC Porto a servir de aperitivo, falta saber que impacto terão as miniférias de Natal que a maioria dos clubes concedeu aos seus jogadores. Com viagens intercontinentais pelo meio, declarações algo polémicas na hora de partida e poucos treinos antes dos jogos, como irão as equipas encarar o arranque da fase de grupos da prova? Será que as férias de Natal fazem sentido, ou a exemplo de Inglaterra, com o “Boxing Day”, esta altura devia ser aproveitada para se realizarem mais jogos?

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