Os melhores do ano

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Os melhores do ano
Os melhores do ano

Terminadas que estão as provas nacionais, chega a altura de fazer um balanço. E nada melhor do que escolher um naipe de jogadores portugueses e estrangeiros que mais se destacaram ao longo da temporada.

Rui Patrício e Helton. Em ano horrível para o Sporting, o guardião leonino surgiu na melhor forma de sempre e fez com que tudo não fosse ainda pior. Já o portista foi o menos batido e valeu pontos preciosos em muitos jogos.

Tony e Salino. O lateral português foi um dos obreiros da época histórica do Paços de Ferreira, enquanto o brasileiro do Sp. Braga foi um dos melhores e mais regulares da equipa a jogar numa posição diferente.

Diogo Figueiras e Alex Sandro. O jovem pacense surpreendeu com boas atuações, nos dois lados da defesa, sem comprometer. Por seu lado, o internacional brasileiro tem muita classe, é incansável no corredor esquerdo e uma peça chave nos dragões.

Steven Vitória e Garay. O central do Estoril é um valor seguro. Forte na marcação e jogo aéreo, tem também apetência para os golos. Garantia de segurança, o argentino do Benfica foi um pilar importante da defesa e transmitiu estabilidade aos companheiros.

Paulo Oliveira e Mangala. No V. Guimarães está a nascer um grande central. Estilo requintado e eficaz na marcação, fez excelente época de estreia na 1.ª Liga. O francês do FC Porto será jogador de top mundial. Rapidez, técnica, força e poder de impulsão fazem dele um craque.

André Leão e Matic. Os trincos em maior evidência na liga. O português pela segurança defensiva que deu ao onze de Paulo Fonseca, e o sérvio pela evolução que registou ao longo da temporada, sendo importante na estratégia de Jorge Jesus, a recuperar e construir jogo.

João Moutinho e Enzo Pérez. O dragão voltou a ser o motor de alta rotação da equipa e elemento vital na conquista do título. Já o argentino foi aposta ganha do treinador do Benfica. Extremo razoável que virou médio de eleição, lutador constante que deu força ao meio campo.

André Martins e Carlos Eduardo. Titulares no último terço da liga, os dois criativos estiveram em excelente plano. O leão caminha para a afirmação e chegou à Seleção. O médio estorilista mostrou bons pormenores técnicos e potencial para jogar num clube de maior ambição.

Licá e James Rodríguez. O português, a extremo ou avançado, foi uma seta apontada à baliza dos adversários. Rápido, habilidoso e finalizador. Abaixo do habitual, o colombiano não deixou de ser uma referência nos portistas. A criar desequilíbrios, assistir e marcar golos.

Bruma e Salvio. O jovem leão promete "explodir" na próxima época. Extremo vibrante, tem tudo para ser uma estrela nacional. Salvio foi uma das grandes contratações da época e crucial para o bom futebol do Benfica, pela profundidade dada ao corredor direito e golos apontados.

Éder e Jackson Martínez. O bracarense fazia uma época brilhante até se ter lesionado. Tem faro de golo, mobilidade e força. Quanto a Jackson, é um ponta de lança de alto calibre, com golos de todos os feitios. Os 26 tentos na estreia são dignos de espécie rara.

Jogadores como Ricardo, Jefferson, Vítor, Josué, Filipe Augusto, Sami, Lima, Baldé ou Ghilas, entre outros, também foram figuras de proa nesta emocionante liga. Quanto a treinadores, os destaques vão para o mérito do campeão Vítor Pereira, a época (apesar de tudo) muito positiva de Jorge Jesus e as proezas de Paulo Fonseca, Marco Silva e Rui Vitória.

O Craque - O herói da Taça

Ricardo foi um dos destaques vitorianos na final da Taça de Portugal e o melhor marcador da prova com 6 golos apontados. Com apenas 19 anos, uma das boas surpresas que Rui Vitória deu a conhecer ao futebol português não se intimidou com a estreia na liga e mostrou todo o seu virtuosismo. Dono de um drible curto, velocidade e capacidade de explosão, é um extremo imprevisível que também arrisca o golo. A ida para o FC Porto não surpreende. E será uma das principais armas da Seleção portuguesa que estará no próximo Mundial de Sub-20.

A Jogada - Treinadores vão a votos

Este fim de semana (dias 1 e 2 de junho) realiza-se, em Oliveira de Azeméis, o XII Congresso da Associação Nacional de Treinadores de Futebol, um evento onde se efectuarão também as eleições da ANTF, com duas listas a apresentarem-se a votos. Numa fase de afirmação do treinador português, dentro e fora do país, este é, sem dúvida, um momento importante para o futuro da classe que, ao contrário de outras, não tem conseguido marcar uma posição forte nos assuntos do futebol luso. Os técnicos nacionais merecem uma estrutura que os ajude a serem ainda mais reconhecidos.

A Dúvida – Comportamentos estranhos

A indignação do Sporting quanto ao valor da venda de João Moutinho é compreensível. Mas por razões diferentes das apontadas. Os leões só têm de se queixar de si próprios e dos moldes do negócio que aceitaram fazer. Depois de vender o jogador, o Sporting perdeu qualquer poder de decisão. Foram 25 milhões como podiam ter sido 10 ou 40. Criticar um valor que os leões apenas conseguiram uma vez (Nani) e que permitirá um encaixe razoável, parece insensato. Teria esta postura outros interesses na manga (Josué ou Rolando)? E já agora, quanto recebeu o FC Porto, detentor de 50% do passe, com a venda de Postiga para Espanha?

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