Os reforços do dragão
Os últimos dias do mercado de transferências serviram para terminar com as angústias dos adeptos de Benfica e Sporting, que podem regozijar-se com as permanências de Gaitán e Carrillo, e para o FC Porto dar alguma qualidade a uma equipa depauperada desde o início do verão, pese embora o mediatismo da contratação de Casillas, o desvio de Maxi Pereira e o dinheiro gasto em Imbula.
Com a chegada de Layún e Corona, os responsáveis do FCPorto mostraram ter conseguido identificar em tempo útil duas graves lacunas na equipa, relacionadas com as saídas de Alex Sandro e Óliver Torres. Os dragões passam a ter um lateral-esquerdo bem mais fiável do que Cissokho e José Ángel, embora abaixo do nível do brasileiro contratado pela Juventus, e criaram condições para apresentar um ataque mais organizado e acutilante , dispondo agora o ponta-de-lança de apoio efetivo, através da inclusão de um elemento de características marcadamente ofensivas.
Esta ajuda preciosa a Aboubakar ou a Pablo Osvaldo, que afinal não passa pelo reforço espanhol Alberto Bueno, até nem deve ser conseguida à custa do mexicano contratado ao Twente. À falta de um n.º 10 de créditos firmados disponível (ou acessível...), Lopetegui deverá colocar Corona no flanco esquerdo, derivando Brahimi para o meio, onde assumirá um papel que vai ao encontro do seu inquestionável talento. Do ponto de vista teórico, o FC Porto resolveu bem estas questões, pois teve a humildade de reconhecer as fragilidades da equipa.
