Os três toques de Carvalho
Quando vi José Peseiro mexer em metade da defesa e fazer regressar Rogério ao meio-campo, onde deixou de estar rotinado e onde sempre que regressa não é feliz, confesso que previ o pior.
Pessimismo meu, pensei, quando o mesmo Rogério marcou o seu grande golo e a vitória parecia espreitar.
O que eu jamais esperaria era a total incapacidade táctica revelada pelos leões para controlar os movimentos do letal Daniel Carvalho, que já havia tramado o Benfica e que se tornou conhecido pelos estragos que faz. Mas não. O brasileiro do CSKA fez “apenas” os passes para os três golos que em pouco mais de um quarto de hora (!) derrotaram o Sporting e puseram fim ao sonho de repetir 1964. Incrível.
O final de época da equipa de Alvalade provou a riqueza do plantel, a sua capacidade técnica e a variedade de opções que proporciona. Mas acaba por não ganhar nada, um pouco por falta de sorte, talvez um muito porque não foram tomadas as decisões técnicas mais correctas nos momentos decisivos. Parabéns aos jogadores que foram fantásticos.
