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27 dezembro 2012 - 00:15

Ouvir Ricciardi

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Se os “cinco violinos” são do que melhor representa o futebol de Alvalade, em matéria de sportinguismo José Maria Ricciardi é uma orquestra inteira. O banqueiro é figura influente, e torcedora, do clube há muitos anos, intervindo mais nos bastidores do que publicamente. Na semana passada, quebrou essa regra e falou abertamente do Sporting. O que disse foi manchete no dia seguinte.

Que o futebol da equipa principal tem um desempenho ridículo, como disse José Maria Ricciardi, não é novidade nenhuma. Como escreveu Carlos Daniel no “DN”, o melhor do Sporting deste ano foi Rui Patrício – o pior foi tudo o resto. E que os jogadores jogam pouco para o que ganham é um facto, quando se compara com a equipa B ou com o Sporting de Braga, que têm orçamentos muito menores. Mas então, o que corre mal? O tempo.

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Ricciardi apoiou Godinho Lopes e, obviamente, estava a defendê-lo da “morte súbita” quando afirmou que o Sporting “tem de conseguir outra estabilidade”, pois “cada vez que algo corre mal mudamos toda a gente”, o que não é solução. Pois não. E isso só mostra que o Sporting é um clube forte mas uma instituição fraca. É nas instituições fracas, ou fragilizadas, que se muda tudo quando algo corre mal.

A pergunta pode então ser feita a Godinho Lopes, que agora reclama tempo para si mas que não o deu a Domingos Paciência, o que aqui foi então criticado precisamente por ser uma precipitação. Com Godinho Lopes, o Sporting já teve uma série de treinadores (Domingos, Sá Pinto, o interregno com Oceano, agora Vercauteren), estando já contratado o próximo (Jesualdo Ferreira). O aviso de José Maria Ricciardi deve assim ser ouvido fora mas também dentro do clube. Ele sabe, até porque muito tem mudado, mas Ricciardi não.

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