Parabéns, CR7
Ora bem, trinta anos de Ronaldo. E, desses, entre dez e 15 a babarmos elogios por causa da qualidade que o rapaz-que-já-não-é-rapaz tem. E aquela teimosia incrível de nunca querer ficar para trás, nem admitir que já chegou onde queria. Onde quer chegar Cristiano?
Ele já respondeu. No mês passado, ao receber a sua terceira Bola de Ouro, levava o discurso bem ensaiado para evitar excessos de sentimentalismo como os que na vez anterior o levaram a chorar descontroladamente. E no discurso que levava, lá disse o que pretende: ser o melhor.
Um das caraterísticas mais impressionantes na carreira de Cristiano Ronaldo é a sua constância: está quase sempre em forma e tem períodos invulgarmente longos a competir no seu melhor nível. É assim praticamente desde que saiu de Portugal, ou pelo menos desde o Euro 2004, quando tinha 19 anos. Agora tem 30. E 30 no futebol é o que é: o princípio do fim da carreira. Só que Ronaldo não está para isso. Quer mais. Quer melhor. Quer ganhar e ganhar tudo, para a sua equipa, para a sua seleção e para ele. Quer continuar a desafiar a gravidade, calar os críticos e renegar os alertas catastrofistas já várias vezes enunciados, como quando a tristemente famosa lesão no joelho que levou a uma exibição apagada durante o Mundial de 2014.
Na apresentação esta semana do livro “O Agente Especial”, Jorge Mendes voltou a falar de Ronaldo, emocionando-se. Porque embora o empresário e a sua equipa sejam essenciais na carreira do jogador, em aspectos desportivos mas também não desportivos, foi mais Ronaldo quem fez Mendes do que Mendes quem fez Ronaldo.
O que fará ainda o jogador que hoje reunirá dezenas de convidados para comemorar o seu 30º aniversário? Não sabemos, mas sabemos que fará o melhor que puder. E que nós vamos estar cá para ver. E para aplaudir.
