Paulo Bento e Koeman

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A meio de uma semana repleta de motivos para acesa discusão, as grandes figuras são indiscutivelmente Paulo Bento e Koeman, pelas melhores e piores razões respectivamente.

Os adeptos e sócios do Sporting têm motivos para estar preocupados com as trocas de acusações entre antigos e actuais dirigentes porque não estão a perceber bem quem está a falar verdade, mas se há coisa que os deixa tranquilos é a equipa de futebol profissional. E por um simples motivo: Paulo Bento não deixa que se metam no seu trabalho, não está interessado em interferir no que não lhe diz respeito e defende o plantel que orienta com "unhas e dentes".

Mais do que isso, passa para o exterior uma imagem de tranquilidade, como nunca foi possível sentir até durante a última época, quando o Sporting deixou fugir o título e a Taça UEFA, em mais uma semana de infelizes decisões de Peseiro.

Paulo Bento é o oposto de Ronald Koeman, que meteu as mãos pelos pés quando resolveu atirar a toalha ao chão na entrevista a uma televisão da Catalunha. Cinco dias depois da eliminação do Liverpool e a dois da recepção ao V. Guimarães, o treinador holandês fez o que o homem do leme jamais pode fazer. Koeman age como Peseiro, hesita, contradiz-se, refugia-se nas más interpretações da imprensa portuguesa. Não se percebe bem para onde vai.

Koeman, as dois meses do fim da liga, arrisca-se a passar pelo mesmo que Peseiro, mas se o técnico português teve até ao "último suspiro" o ombro amigo de Dias da Cunha, o treinador holandês não vai ter a mesma sorte, como já se percebeu.

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