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É óbvio que Peseiro já não tem condições para continuar no Sporting. O treinador só se mantém no cargo devido à teimosia dos dirigentes. Não se põe em causa as qualidades do profissional mas tão-só a saturação de que adeptos e jogadores dão mostras. Dias da Cunha e seus pares temem que os acusem de ceder às pressões da Juve Leo ou do Directivo XXI.

Esquecem-se, todavia, que não foram apenas as claques de um protagonismo lamentável a assinar o divórcio com o técnico. Os outros sócios e simpatizantes estão ansiosos por conhecer o sucessor (já contestaram Peseiro depois de uma vitória) e o balneário parece dividido quanto ao apoio ao líder. Pedro Barbosa e Rui Jorge foram-se embora, mas Polga e Liedson, por exemplo, continuam e são importantes no grupo.

Este interregno na Liga seria o “timing” perfeito para operar a revolução. Haveria mais tempo para o novo treinador tomar contacto com a realidade e criar uma onda de entusiasmo em seu redor. Os responsáveis leoninos estão a adiar o inadiável. Se o Sporting derrotar a Académica, Peseiro continua. E se, logo a seguir, não vencer em Barcelos e no Bessa?

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