Pós-paragem
Ainda passará algum tempo até que se conheçam os reais impactos desta primeira grande “pausa FIFA”, a maior de sempre nos calendários domésticos. Se, por um lado, grande parte dos jogadores foram obrigados a esforço continuado em campo (e em viagens longas) ao serviço das suas seleções, outros houve que viram as suas dinâmicas competitivas praticamente reduzidas a três semanas de treino. E sem jogos quebra-se o entrosamento, que ainda estava numa primeira fase de construção e os acertos mais frágeis regridem. O mesmo racional se pode colocar à arbitragem e aos árbitros.
Os campeonatos profissionais pararam três semanas. Poderá ser excessivo associar esta paragem ao “massacre” de equipas de primeira e segunda ligas no último fim de semana, na Taça de Portugal, onde caíram seis emblemas após confrontos com equipas das divisões inferiores. A somar a eventual disrupção, a saída de três treinadores, da Liga Betclic, após a oitava jornada, assim como casos de arbitragem a aumentar de número.
Como comecei por escrever, estes são dados e questões que obrigam a ponderações mais científicas e não contagiadas pela espuma dos dias e emoções com mais ou menos mediatismo. Segue-se uma nova pausa, não tão prolongada, em novembro e daí poderão sair outros dados.
Fico, porém, com uma convicção maior com o novo alargamento da Allianz Cup de 2027/28 a todas as sociedades desportivas, com muitos jogos a serem realizados em idêntica paragem da próxima época, mitigando desta forma esta tremenda falta de competição.