Primeiros sinais
Se o Benfica de Jesus começa sempre as épocas com muita força, e depois acaba em baixa, este ano, com a Benfica TV a depender financeiramente do sucesso desportivo da equipa de futebol, com o final da temporada passada a deixar feridas profundas na ligação entre adeptos, treinador e presidente, o Benfica não pode falhar nos primeiros jogos a doer. Pobres jogadores do Benfica nesta pré-época: o lugar de Jesus depende das primeiras jornadas do campeonato.
Assim, lá seguirão os comandados do Benfica em acelerada carga para causarem uma boa primeira impressão. Se o campeonato português fosse como o argentino, as equipas de Jesus seriam sérias candidatas à vitória no torneio de abertura. Depois vão perdendo gás, como um carro lançado a grande velocidade a que depois falta o motor. Estas palavras que aqui vou deixando não visam qualquer prova de capacidade “adivinhatória”, bem pelo contrário – procuram um alerta em tempo útil para que alguma coisa seja corrigida na preparação da equipa, face aos resultados obtidos nos últimos dois anos.
De Sporting, muito pouco ainda há para dizer. Apenas que o plantel está longe dos pergaminhos do clube e vários serão os jogadores que só não sairão até ao final de agosto se de todo não tiverem mercado, tal é o peso negativo na folha salarial. Depois, Leonardo Jardim tentará construir uma equipa, forçosamente limitada, sobre os escombros das loucuras do passado.
No Dragão, os primeiros sinais apontam para o reforçar de uma genial máxima adaptada ao futebol interno: o futebol é um jogo com uma bola e 11 jogadores de cada lado. E no final ganha a equipa de Pinto da Costa.
