Quadratura do círculo
Que resultado final terá esta luta de David contra Golias? Que números deixará o marcador para a história no final do mais desequilibrado jogo entre Benfica e Barcelona? Mais do que em Jesus ou Vilanova, a resposta estará no sistema nervoso dos jogadores e no oxigénio que possa ser transportado até aos centros de decisão individual dos membros da equipa. Da equipa do Benfica. Para o Barcelona, lamento dizê-lo, este jogo no mítico ninho da águia-real é apenas mais um jogo que é bom ganhar. Um passo num dos objetivos da época. Enfim um bocejo competitivo, encarado com muito respeito por profissionais de alto nível.
Para os jogadores do Benfica, uma legião sul-americana em busca dos grandes palcos europeus, este será um dos jogos de uma vida. Bem pode Jesus estabelecer como prioridade a Liga interna.
Todos vão querer bater o pé ao Barcelona. Muito mais do que ao Paços de Ferreira da semana passada, ou ao Beira-Mar desta. Jesus tem de aproveitar as ganas com que todos os seus vão entrar em campo. Fazer a única coisa que se pode fazer para bater este Barcelona. Pressão, pressão, pressão. E convencer duas mãos-cheias de jovens ávidos de êxito individual, que o único caminho para a fama solitária será a solidariedade coletiva. Depois a sorte fará a sua escolha, como no Euromilhões. Alguém ganhará um ressalto e fará golo. Até um Melgarejo pode fazer dois dribles e um centro fatal.
Tudo, tudo será possível se a bola não chegar redonda a Messi. E esse é o grande problema. Nos tempos que correm, ninguém no Mundo resolve melhor do que Messi o paradoxo da quadratura do círculo.
Boa sorte, Benfica. Todo o apoio não será pouco!
