Quarta-feira, 28 de Setembro de 2005
Segurem-me ou eu candidato-me! – parece dizer Manuel Alegre quando surge, dia-sim, dia-sim, a assumir o papel de D. Quixote da política à portuguesa.
A personagem de Cervantes só aparece neste crescente espadeirar contra os moinhos de vento das ameaças à democracia, que têm costas largas, porque há um divertido grupo de Sanchos e Sanchas que pica o poeta para o grande desafio.
Gosto de mais de Alegre para estar aqui a escrever isto, mas como tem de haver sempre alguém que diz não, aqui fica – não à candidatura e a Belém; sim à intervenção cívica e à poesia. E ao Benfica.
