Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2006
O Banco de Portugal anda à nora com 25 milhões de contos que não há meio de entrarem nos cofres. São mais de 13 milhões de notas que estão nas gavetas de coleccionadores ou permanecem debaixo do colchão dos saudosistas que julgam que o velho escudo há-de voltar numa manhã de nevoeiro, com D. Sebastião e Salazar a saírem da bruma.
Se não houvesse por aí tanto atrasado mental também não havia clubes a fechar as portas ou famílias endividadas por simples falta de juízo.
Mas, se assim não fosse, Portugal não teria graça, seríamos um país normal, sem gente capaz de acreditar em tudo, mesmo no impossível.
