Quase Natal
O Benfica saiu das competições europeias, o Sporting desceu à segunda divisão que é a Liga Europa, o Porto é o único na divisão de topo que é a Champions. É claro que isto acontece também por causa das forças específicas que cada clube encontrou no seu grupo de apuramento – mas revela também as fraquezas de cada equipa portuguesa.
Ao Porto deseja-se vida longa na Europa, assim como ao Sporting, mesmo que o dinheiro envolvido numa taça não se compare com o que movimenta a outra. E é assim que, no próximo fim de semana, o Benfica sobe ao Estádio do Dragão provavelmente para jogar com a sua melhor equipa do que resta desta época. Porque em janeiro, depois de apurados os “campeões de inverno”, o clube da Luz precisa de entrar na sua nova realidade de receitas e baixar os custos: vender jogadores. Pois é, o Benfica tem uma equipa para estar na Europa, não para estar fora dela. Se é Enzo, se é Salvio, se são ambos ou outros logo se verá, mas Luís Filipe Vieira não deverá ter grandes angústias para encaixar receitas com a venda de passes e baixar custos salariais.
No Sporting a história é outra. A “equipa impossível” que Bruno de Carvalho logrou construir no verão tendo em conta as (in)capacidades financeiras do clube parece estar adaptada e motivada para a Liga Europa, mas dificilmente poderá disputar a liderança no campeonato nacional, que é a grande ambição do seu presidente.
Se o Porto ganhar no fim de semana, o muito pouco convincente Lopetegui poderá chegar ao Natal como o mais afortunado treinador dos três grandes, pois ainda estará na Champions e a disputar uma Liga de Clubes onde o Benfica terá de reequilibrar-se depois de vender jogadores decisivos. Se assim for, e com o Guimarães a fazer este figurão, o norte será o polo onde o pai natal deixará presentes mais felizes. O braço de ferro entre Jesus e Lopetegui dirá.
