Quem andará a dormir?

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1 - Benfica e Sporting tentam, nesta reabertura do mercado, corrigir erros de há uns meses. Faz sentido, pois quase todos os clubes europeus, mesmo os que seguem em primeiro nos seus campeonatos, aproveitam a oportunidade para "retocar" o respectivo quadro de atletas.

Mas, se entendo a necessidade de proceder a alterações, tenho dificuldade em entender algumas. Vejamos, por exemplo, o posto de lateral-esquerdo, posição em que os rivais de Lisboa resolveram investir.

Não sei se Grimi ou Sepsi são futebolistas acima da média. Acredito que sim, nomeadamente o argentino que, seguramente, não deve ter sido adquirido pelo AC Milan pelo simples facto de ser bom rapaz. Mas o que levará os responsáveis dos clubes portugueses a optar por jogadores em formação (não são internacionais A dos seus países) e ignorar, por exemplo, valores nacionais que, semana após semana, confirmam nos relvados lusos a sua qualidade.

Duvido que Jorge Ribeiro, indiscutivelmente um dos jogadores em melhor forma na Liga Bwin, possa custar tanto que Benfica e Sporting não possuam condições para o adquirir. Ainda por cima sabendo-se que o Boavista precisa de vender para atenuar a grave crise financeira...

Jorge Ribeiro, que assume ser hoje em dia um futebolista mais consciente (no passado era dado a excessos), é português, jovem, versátil (cumpre como defesa ou médio) e até constitui mais-valia nos lances de bola parada. Será possível que Camacho e Paulo Bento não tenham reparado nas suas exibições? Ou pior: que prefiram contar com jogadores menos experientes, oriundos de outras realidades e que necessitam, seguramente, de se adaptar ao País, à língua, ao clima, a uma outra cultura futebolística?

Defendo que os clubes portugueses só pode ser competitivos se explorarem, com mestria, mercados pouco usuais. Aceito também que será necessário começar a investir em jogadores cada vez mais novos para, numa segunda fase, ganhar dinheiro a negociá-los para países mais fortes, mas deixar de ver o que se passa por cá e ignorar valores seguros que estão à vista de todos não é, seguramente, um caminho a seguir.

2 - Scolari "esqueceu-se" de chamar Miguel e Miguel Veloso para o particular com a Itália. Compreendo, pois ambos estão, por agora, a render menos que o habitual. Curioso é ver que Deco, mais uma vez, escapou à disciplina do "Sargentão". Pouco utilizado no Barcelona, lesionado durante algum tempo e apanhado a conduzir "com os copos", o luso-brasileiro continua a ser intocável. Por fim a chamada de Rui Patrício: normal para quem é titular de um grande. Estranho é serem necessários três guarda-redes para preparar um particular no estrangeiro...

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