Quinas de Ouro
Um país que não honra o seu passado dificilmente terá futuro. Esta frase, tão lapidar quando atual e pertinente, aplica-se também aos clubes e ao futebol de um modo geral, e espelha precisamente aquilo que defendo, bem como o caminho que pretendo ver seguido no futebol português. Surge esta premissa no seguimento da iniciativa que a Federação Portuguesa de Futebol levou a cabo no âmbito das comemorações do seu centenário, a eleição dos melhores jogadores portugueses de sempre, tendo em conta os diversos períodos da turma das quinas, e que será anunciada na próxima quarta-feira. Naturalmente, alimento legítimas expectativas de ver o meu nome entre os eleitos, mas motivo de orgulho maior é mesmo aparecer ao lado de “monstros sagrados” das balizas, como Barrigana, Costa Pereira, Manuel Bento e Vítor Damas, entre tantos outros. Olhamos para a lista de verdadeiras lendas submetidas a votação e a pergunta surge inevitável: como é possível apostar-se cada vez menos no jogador português em Portugal?!? Como é possível que um país que viu nascer tantos, tantos, tantos craques planetários, force agora os seus jovens a emigrar em busca de uma carreira ao mais alto nível?!? Por mais voltas que dê, nunca vou entender...
PS – Amanhã, se tudo correr como esperado, Cristiano Ronaldo será coroado pela terceira vez como melhor jogador do Mundo, atingindo em definitivo o Olimpo apenas destinado aos maiores entre os maiores. Se nós somos Quinas de Ouro, para ele terão que criar umas Quinas de Diamante para o reconhecer como melhor de sempre do futebol português.
