Quinta-feira, 2 de Março de 2006

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Era inevitável a chegada rápida do dia do adeus de Florentino Pérez ao Real Madrid.

Foi inebriante a sucessiva contratação de estrelas e Pérez minimizou o dia seguinte – aquele em que o seu rendimento diminuiria sem apelo e elas passariam de sonho a pesadelo.

Carlos Queiroz foi a primeira vítima da clique galáctica e Pérez tirou-lhe cobardemente o tapete.

Mas ao fazer depois o mesmo ao operário Luís Figo – enquanto protegia negociantes como Beckham – o líder madridista deixou cair a principal referência do seu apogeu. Começou aí, de facto, o ocaso de um banal vendedor de ilusões.

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