21 julho 2005 - 03:16
Quinta-feira, 21 de Julho de 2005
Pronto, caiu o verniz que se sentia existir nas relações – de alguma euforia plástica e, vê-se agora, exageradas – do Benfica com a família de Miklos Fehér.
Desse pecado deve inocentar-se o emblema da águia que, com generosidade rara nos tempos que correm, quis prestar sucessivos preitos ao futebolista caído na defesa das suas cores.
Mas mesmo no calor dos abraços, o rosto do pai do jogador magiar nunca se abria. Sinal da mágoa eterna que transporta? Sim, mas também o sentimento de que as lágrimas doem e o cheque aconchega.
