Regresso!
O duelo da pré-época deste ano foi entre a Sport TV e a Benfica TV. O caso está longe de encerrado e a (falta de) isenção no tratamento da informação nos jogos na Luz promete dar polémica. Mas, provavelmente, o caso do início da época será outro. Ou outros: Sporting/Bruma, Benfica/Cardozo e Porto/Jackson. Qualquer um pode dar novela.
Os “três grandes” não partem para a nova época como acabaram a anterior. No Porto, que já nos habituou a grandes negócios de verão, Pinto da Costa está na boa forma de sempre e o novo treinador encontra o plantel mais estável. No Benfica, Luís Filipe Vieira venceu o primeiro “round” contra Joaquim Oliveira e Jorge Jesus parece arrancar com menor tolerância para o erro. No Sporting, Bruno de Carvalho inicia a sua primeira época depois de conseguir aprovar a reestruturação financeira da SAD e de fazer um “começar de novo” na equipa de futebol, cujos primeiros jogos se revelaram promissores na qualidade e no entusiasmo.
O Sporting é, dos “três grandes”, não só o que tem o orçamento menor, mas também aquele que mais reduziu face à época anterior. Porto e Benfica também reduziram os orçamentos, mas menos. O Porto tem um orçamento que é mais do dobro do do Benfica e mais do quádruplo do Sporting. E isto decorre não apenas dos problemas de dívida a mais e receitas a menos do Sporting, mas também do facto de Porto e Benfica serem ainda os únicos clubes que geram receitas expressiva de “exportação” de jogadores.
O Porto arranca com a taça de exuberância no investimento, pelo que gasta tem obrigação de ganhar. O Benfica distingue-se pelo arrojo empresarial na TV. O Sporting já ganhou a taça da austeridade, com corte de custos. Com estes ovos se farão as omeletas. A partir da amanhã, o que interessa são os golos.
