Reino do leão muito apetecido

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Quando Filipe Soares Franco sucedeu a Dias da Cunha na liderança do Sporting, rapidamente se aprestou a anunciar que não seria candidato no próximo acto eleitoral. Segundo se percebia das suas palavras, assumir os destinos do clube e da SAD era uma missão, mas transitória. Ao mesmo tempo, um pouco em surdina, alguma oposição fazia-se ouvir, mas sem avançar com propostas concretas. Parecia que o clube não tinha muita gente interessada na cadeira do poder. Puro engano!

Meses depois, o cenário é bastante diferente. Soares Franco - com toda a legitimidade, acrescente-se - parece ter mudado de posição. Sem dizer, com todas as letras, que pretende manter-se como líder, lá vai fazendo a sua pré-campanha, reunindo apoios, apresentando ideias (algumas das quais bem impopulares, como a de reduzir ainda mais o número de modalidades ou alienar património) e posicionando-se em todos os temas importantes para os sócios e simpatizantes do clube de Alvalade.

Num ápice, sem que ninguém perceba muito bem o que se passou, perfilam-se cinco candidaturas. Para além do aparentemente agora disponível Soares Franco, também o mediático Dias Ferreira, o ex-amadorense Guilherme Lemos, o enigmático Luís Peças e o veterano Abrantes Mendes surgem na luta. E ainda consta que o construtor Vaz Guedes pode entrar no despique... Por fora, figuras essenciais da história do clube, como João Rocha, Sousa Cintra, Dias da Cunha ou José Roquette, também já disseram de sua justiça, com a particularidade de terem ajudado não a clarificar os associados, mas sim a "incendiar" as eleições.

Porque se terá tornado tão apetecido, em tempo recorde, o reino do leão? Não faço ideia, até porque todos os interessados convergem numa ideia: as finanças do clube atravessam período conturbado e há necessidade de repensar muitas coisas, independentemente do caminho ser este ou aquele. Por agora, a única coisa que se sabe é que o clube vai voltar a ter um presidente eleito. E isso é bem positivo. É que os últimos três líderes transformaram-se em presidentes sem antes terem sido candidatos...

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