Rir com as notas dos árbitros
Pode causar algum desconforto ouvir Paulo Bento dizer que não sente estranheza com as situações mais bizarras que vão acontecendo no futebol nacional mas de facto o treinador do Sporting não deixa de ter razão. O que é que uma pessoa se pode fazer quando tem conhecimento, por exemplo, que João Vilas Boas teve 8,5 (Muito bom) pela má arbitragem no U. Leiria- Beira Mar? Rir.
João Vilas Boas assinalou uma grande penalidade inexistente que deu o empate, expulsou mal Danrlei e foi mal aconselhado nas expulsões de Vasco Matos e Tixier, mas recebeu o louvor de muito bom porque o jogo foi classificado como "difícil".
A única explicação lógica para esta nota do observador da Liga só pode ser a mesma que João Ferreira dá para validar o golo com a mão de Ronny: não viu. Qualquer outra soa ainda mais a falta de transparência.
Enquanto estranhamos e não estranhamos (porque estas situações são tão comuns que até parecem normais), fazia todo o sentido que fossem esclarecidos os motivos para a ausência de João Ferreira das nomeações para esta jornada. O árbitro assegura que pediu licença por motivos profissionais durante duas semanas e que não está de castigo, fazendo crer que o grave erro não tem direito a sanção.
É verdade que todos erramos, mas quando essas falhas atingem de uma forma irreversível outros, não será no mínimo exigível que exista uma sanção e que ela seja assumida?
Esperemos então pela nota atribuída a João Ferreira para se "um jogo difícil" vem adulterar mais uma vez o resultado de uma exibição deplorável de um árbitro.
