Safra boa
Sim, vem aí o grande Benfica-Sporting, Bruno de Carvalho aquece os dias, Pedro Guerra aquece as noites e Luis Filipe Vieira aquece as orelhas, de tão mal que dizem dele – e ele não diz de ninguém, para não amplificar polémicas até ao derbi que todos querem ganhar. Mas hoje interessa falar mais de miúdos que de graúdos. Sobretudo por serem miúdos que se portam como graúdos.
Falamos dos sub-21, da equipa notável e da campanha brilhante que a seleção nacional de Portugal está a fazer. É preciso olhar para o que está a acontecer e não só reconhecer como exaltar o mérito de uma equipa que se tornou muito difícil de combater e de bater.
Não é só o somatório de vitórias, é a permanência da qualidade que a equipa demonstra. Temos não só uma seleção sub-21 pronta como uma seleção de seniores em preparação. A crise de receitas e excesso de endividamento dos clubes portugueses criou, aliás, oportunidade para vários jogadores jovens poderem jogar entre os maiores, assim amadurecendo e jogando ao lado de atletas de alta craveira.
Foi um mal que veio por bem. Basta olhar para as equipas grandes. E ver, por exemplo, o que mudou na equipa do Benfica. Esperemos que não seja só para ver crescer e vender.
Esta obra na seleção nacional tem no entanto mais que operários: tem obreiro. É Rui Jorge, antigo jogador e novo selecionador que conseguiu criar esta equipa, com mérito próprio e demonstrado. E que aqui se elogia, esperando que os miúdos continuem nesta senda de vitória e nesta sementeira de futuros grandes jogadores de Portugal.
