Sandes de Benfica

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Sandes de Benfica
Sandes de Benfica

Com o advento das novas tecnologias, este vosso escriba pode comentar os três jogos, que envolveram os quatro grandes, apesar dos respectivos horários esmagarem o Benfica. Com o seu primeiro quarto de hora em cima do final de um jogo do FC Porto em vitória tangencial, e a sua segunda-parte por baixo do jogo mais renhido da jornada, em Alvalade, esta sanduiche de Benfica tem toque de laboratório na contagem decrescente para o final de contrato com a Olivedesportos.

No Dragão, o resultado é enganador. O FC Porto tirou o pé do acelerador após o 2-0. Até lá, a equipa de Vítor Pereira jogou um futebol próximo da perfeição, com lances de envolvimento impossíveis a qualquer outra equipa, hoje, em Portugal. Fui dos que assumiu dúvidas sobre a capacidade de Vítor Pereira para apagar a forte imagem deixada por Villas-Boas. Enganei-me. As minhas desculpas aos leitores e ao técnico do FC Porto. Nesta segunda época, Vítor Pereira só me parece ter um problema para resolver: a gestão do final de carreira de Lucho. O argentino continua a respirar um maravilhoso futebol, mas as pernas já não permitem uma constância de patrão.

Frente ao Rio Ave, o Benfica escondeu bem a sua enorme fragilidade no centro do terreno. Neste momento, sem Aimar e Carlos Martins, o Benfica não tem quem pense o futebol. Bons alas, bons pontas-de-lança para consumo interno, mas ninguém que acelere ou trave uma bola quase sempre demasiado direta e ouriçada.

Em Alvalade, a dúvida: que Sporting vai valer daqui para a frente, a equipa unida e valorosa do primeiro-tempo, ou aquele punhado de sósias que substituíram o craques para a segunda parte? Só Rui Patrício não foi substituído ao intervalo.

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