Scolari?!

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Scolari?!
Scolari?!

Talvez seja do sol. Do calor. Do verão que se aproxima. Ou será apenas a vontade de participar noutro aquecimento, o do Euro. Alguma mosca deve ter sido, o que lhes mordeu, para regressarem do armário para criarem uma polémica. Ou melhor, para recriarem uma polémica. A da influência de Pinto da Costa na Seleção Nacional… há oito anos.

Primeiro foi Luiz Felipe Scolari, que numa entrevista à RTP acusou o presidente do Porto de pressionar a Federação Portuguesa de Futebol. Depois foi Gilberto Madaíl, que negou essas pressões mas aproveitou para criticar, também, Pinto da Costa, “denunciando” a impunidade do presidente do Porto, que “pode dizer o que quiser que nunca cai no ridículo”. Não é fácil perceber onde está a crítica… Quanto ao que acrescentou percebe-se tudo: “Já outros dizem seja o que for e caem logo no ridículo.” Madaíl estava provavelmente a falar de si mesmo. E bem.

Suspeitar que o Porto pressionou a Seleção em 2004, quando Vítor Baía foi afastado por teimosia do selecionador, é como dizer que antes do escândalo BPN rebentar “já toda a gente sabia” que ali havia esturro. É claro que Pinto da Costa nunca deu para peditórios de anjinhos. Como é factual que Scolari, além de ser dono do seu digníssimo nariz, só fazia o que queria – e não se deu mal. Nem mal se deu com uma Seleção que, em 2004, tinha o esqueleto da equipa... do Porto.

As fases finais são cruciais para as seleções, mas também para os jogadores, que podem de lá sair com contratos melhores do que entraram, em benefício próprio e do clube que os venda. Tudo isto é claro. Como claro é que o mais importante é a Seleção estar focada num único objetivo, que é defender o país, atacar os oponentes e marcar por Portugal. Precisamente como aconteceu no tempo de Scolari.

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