Scolari e a hora da poupança
Gostei de ouvir Scolari dizer que os cinco "amarelados" da Selecção Nacional não vão, em qualquer circunstância, ser utilizados diante do México, na terceira e última ronda do Grupo D.
Com a qualificação assegurada e não tendo qualquer possibilidade de "escolher" o adversário dos oitavos-de-final (independentemente do resultado obtido com o México, Portugal terá sempre de esperar pelo desfecho do Argentina-Holanda, que jogam mais tarde, para saber quem terá de enfrentar de seguida), Scolari pode e deve gerir o grupo.
Resguardar Nuno Valente, Costinha, Deco, Cristiano Ronaldo e Pauleta é uma opção tão inteligente quanto óbvia, pois correr riscos nesta altura seria verdadeiramente impensável. Ver um (ou mais) dos ases do treinador a "saltar" os oitavos-de-final sem justificação plausível seria inconcebível.
Tendo em conta as restantes declarações do seleccionador fiquei com a ideia que não existirão mais alterações. O técnico receia que o conjunto fique sem a sua identidade habitual, que se percam automatismos próprios do conhecimento entre jogadores acostumados a jogar juntos. Entendo a ideia, mas penso que Figo, por exemplo, devia ter direito a uma folga suplementar.
O capitão está em excelente forma e tem sido, muito provavelmente, o elemento mais decisivo da Selecção. Só que convém não esquecer que já não tem 20 ou 25 anos. Nem 30...
Mas, jogue quem jogar, o que espero é um Portugal forte, determinado, "mandão", capaz de "tratar" dos mexicanos. A Selecção tem, de uma vez por todas, de se assumir como uma das potências mundiais. E dentro dessa linha de pensamento, os jogos são todos para ganhar, alinhe o jogador A ou B.
E depois, Argentina ou Holanda? É indiferente. Será sempre complicado, mas teremos tantas possibilidades quanto o adversário. Eles que se preocupem connosco!
Aposto que argentinos e holandeses, se pudessem escolher, não queriam encontrar Portugal. E eles devem saber porquê...
