Scolari, o imprevisível...

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A lista de Scolari para os jogos com Azerbaijão e Polónia teve como grande supresa a convocatória de José António (podíamos ainda falar de Manuel da Costa, mas como neste caso é, para já, para observação fica para outra ocasião) mas mais do que isso, a grande admiração que em mim suscitou foi descobrir no seleccionador nacional uma nova característica: a imprevisibilidade.

No longo debate que se sucedeu à lesão de Jorge Andrade, Scolari assistiu a alguns jogos, fazendo levantar a hipótese do sucessor do defesa do Corunha poder ser, entre outros, Tonel, mas quem atentamente seguiu o que o seleccionador nacional foi dizendo desde que chegou a Portugal, sabia que ia levar para a Alemanha alguém que já conhecesse. Foi por isso que escolheu Ricardo Costa.

A primeira convocatória pós Alemanha'2006 surgiu renovada muito por força das saídas definitivas e seguiu a lógica esperada. Só agora se pode dizer que Scolari inova verdadeiramente. A saída de Ricardo Costa era esperada. O jogador do FC Porto não correspondeu às expectativas e a porta de saída (presumo que de vez) já estava aberta.

Scolari está ainda na fase de fazer testes e fez bem em convocar José António. Não me parece sequer lógico que seja criticado por esta escolha porque quanto mais não seja significa que não tem olhos sempre para os mesmos, caindo por terra a ideia dos lugares adquiridos sem que seja necessário fazer qualquer esforço.

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