Selecção "espremida" vai melhorar

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Não gostei de ouvir Scolari, na véspera da estreia de Portugal na fase de qualificação para o Europeu de 2008, dizer que um empate na Finlândia – diante de uma nação que nunca marcou presença numa fase final de uma grande competição – era capaz de ser um bom resultado. O discurso dos futebolistas, apontando exactamente na mesma direcção, também me deixou preocupado e, ao mesmo tempo, desiludido. O vice-campeão europeu e quarto colocado do Mundial tem de acreditar sempre na vitória, inclusive quando as dificuldades, face a vários condicionalismos, são evidentes.

Depois do jogo… mudei de opinião. A igualdade em Helsínquia, bem vistas as coisas, acabou por ser um mal menor. Portugal entrou praticamente a perder; demonstrou várias lacunas a nível defensivo (conforme já se tinha constatado no teste realizado na Dinamarca); falta de condição física; pouca ligação entre os sectores; um ataque muito isolado e um meio-campo sem o toque de classe habitual. Para ajudar “à festa”, Ricardo Costa “esqueceu-se” que estava a jogar já “amarelado” e, logo após o descanso, foi expulso, ainda por cima numa altura em que a equipa até dava a ideia de, mesmo longe dos seus melhores dias, querer tentar a vitória.

Mas, se o panorama não é famoso de momento, convém destacar que este foi apenas o primeiro passo numa longa caminhada. Faltam 13 partidas ou 39 pontos. E, desta vez, passam directamente para a fase final os dois primeiros colocados de cada grupo. Logo, a qualificação de Portugal, embora talvez mais complicada do que muitos diagnosticaram aquando do sorteio, vai ser uma realidade. Pelo menos... eu acredito.

A maioria dos futebolistas que esteve na Finlândia não rendeu metade do que está ao seu alcance. E isso é perfeitamente normal, pois estamos no princípio de uma época pós-Mundial, situação que deixa sempre muitas marcas nos jogadores das principais selecções. Não foi por acaso que a Espanha perdeu na Irlanda do Norte (onde a Islândia goleou 3-0 no fim-de-semana…); que a Itália apenas somou 1 pontos em 2 jogos (empate em casa com a Lituânia); que a Inglaterra sofreu na Macedónia ou que Suécia e Holanda, mesmo vencendo em casa, realizaram prestações sofríveis com os acessíveis Liechtenstein ou Bielorússia, respectivamente. A temporada está a começar e as grandes figuras ainda não possuem a resistência física suficiente para jogar o que sabem.

Tendo em conta o que seria normal, a Selecção Nacional apresentou-se na Finlândia sem Miguel, Jorge Andrade, Fernando Meira, Maniche, Simão e Quaresma. Isto já sem falar das despedidas de Figo e Pauleta. Por outras palavras, metade dos titulares no Mundial da Alemanha não estiveram presentes no arranque da caminhada para o Euro’2008. Isso tem os seus custos, mas não é excessivamente preocupante. A equipa, tal como Scolari avisara, surgiu mesmo muito “espremida”. Mas ainda foi possível retirar dados positivos: Nani é mesmo jogador para a Selecção (e já no imediato) e Nuno Gomes deixou claro que a pseudo-naturalização de Liedson não é fulcral para manter Portugal entre os grandes do futebol internacional.

E por falar em selecções, convém ter em atenção o trajecto de Portugal na qualificação para o Europeu de basquetebol. Depois da Macedónia e da Bósnia, agora foi a vez de Israel ser “enganado” por uma rapaziada que está cada vez mais perto de alcançar um feito extraordinário. Vamos acreditar e esperar que nas duas partidas que faltam efectuar em casa, o público não se esqueça de dar um “empurrãozinho”.

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