Sem rei nem roque

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Sem rei nem roque
Sem rei nem roque

O Sporting delapidou ainda mais a equipa de futebol em janeiro e surge agora a novela Niculae.

1 - Parecia que as três vitórias consecutivas da era Jesualdo Ferreira trariam pelo menos um pouco de tranquilidade e ponderação à vida do Sporting e a quem na instituição tem o poder de tomar as mais importantes decisões. Puro engano. Durante este período os leões delapidaram ainda mais a equipa de futebol, enfraquecendo-a para um nível que, agora sim, se começa a aproximar daquele que é visível na tabela classificativa. Neste caso, há sempre o argumento de que existiriam gastos exorbitantes para os objetivos a alcançar. A justificação até pode colher, apesar de a grandeza do clube sair beliscada. Para os episódios seguintes ou simultâneos, que sucedem a tantos outros, é que se torna mais difícil encontrar atenuantes. A novela Niculae é protagonizada por amadores e a marcação da AG para a bancada de Alvalade, logo à hora do treino, revela uma falta de experiência enorme, embora neste tocante a equipa de Godinho Lopes seja apenas a vítima de uma Mesa com muita massa crítica mas pouca noção da realidade. Mais lamentável de tudo isto foram, depois, as agressões e insultos a Daniel Sampaio, que, mal ou bem, só quer o melhor para o Sporting.

2 - Em matéria de problemas com regulamentos, os últimos dias trouxeram-nos surpresas. Oprofissionalismo da máquina portista foi colocado em causa e o Sp. Braga B perdeu na secretaria um jogo que empatara no relvado. Para que a anarquia não impere, seria bom a Liga tomar medidas, informando os clubes sobre os atletas impedidos de serem utilizados em determinado encontro. Não se trata de proteger incompetentes, mas zelar pela verdade desportiva. Há sempre terceiros prejudicados no meio de tanta trapalhada.

3 - De vento em popa está o Benfica. Os triunfos em Braga e P. Ferreira foram eloquentes e Gaitán mostrou a Jorge Jesus que pode ser perfeitamente o n.º 10 “residente”.

4 - Sem Casillas, Pepe, Sergio Ramos, Marcelo (ou Coentrão) e Di María, o Real Madrid conseguiu um precioso empate com o Barcelona, que pelo menos adiou para Camp Nou a decisão de uma eliminatória em que os catalães são naturalmente favoritos. A resistência ao colosso catalão funcionou como mais um balão de oxigénio para José Mourinho, que, pese embora a campanha de intoxicação da opinião pública de que é vítima, continua a merecer a admiração das bancadas do Bernabéu. As palmas dos adeptos podem acabar depressa se o Real Madrid não chegar ao título europeu. A história, todavia, vai encarregar-se de fazer justiça. Ao serviço dos merengues, José Mourinho alcançou (para já) três títulos, um deles a Liga, com o recorde de 100 pontos. Uma proeza fantástica, sabendo-se que El Especial é contemporâneo do Barcelona de Messi, Xavi e Iniesta, a melhor equipa de sempre da história do futebol.

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