Setas a Mourinho

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Mourinho segue em Itália o estilo que o celebrizou em Portugal e Inglaterra. Não tem papas na língua. Provoca, espicaça o adversário. É por isso que o criticam, que lhe levantam processos, que todos falam dele. O treinador do Inter pode ser acusado de ser arrogante mas também reconhece quando falha. Distingue-se de todos os outros. É por isso que não gostam dele, ou pelo menos que fazem passar essa ideia. Se alinhasse pela mediocridade nos dicursos - o das frases feitas, as que não dizem nada - teria vida fácil em Itália.

Mourinho regressa a Inglaterra para um jogo muito importante com o Manchester. A presença na final da Liga dos Campeões persegue o treinador português desde que chegou ao Chelsea. Consegui-lo com o Inter teria um sabor ainda mais especial. Em Stamford Bridge, teve o quis. Na equipa de Milão, longe disso.

E o que faz agora? Desvia no que pode as atenções para outro lado, fazendo contestações óbvias mas que enfurecem os adversários. Quando assume na imprensa inglesa, que o Chelsea nunca mais se encontrou desde que saiu de lá, diz o óbvio - como se comprovou com a passagem de Scolari pelo clube de Abramovich - mas o que mais ganha são críticas.

Independemente do resultado que conseguir na Champions, Mourinho dá outra visibilidade ao Inter. A valia que já trouxe ninguém a retirará. Por mais setas que lhe atirem

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