Sexta-feira, 10 de Março de 2006

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Hoje quero dedicar esta crónica ao mal-amado médio do Benfica, ao “desajeitado” e “tosco” Beto.

Até anteontem ninguém entendia a paranóia de Koeman em pôr o brasileiro na equipa inicial. E sempre que o jogador falhava lá vinham os coros: de assobios no estádio e de impropérios nas tabernas.

Mas Beto esteve um “monstro” em Liverpool e rubricou uma exibição memorável. E não me venham dizer que foi “outro” o Beto de Anfield. Não, foi o mesmo, o verdadeiro, o da Bayer. Lembram-se daquele excelente remate que ia batendo Moretto? É, foi ele mesmo, o Beto de sempre, mas a conseguir, no final do jogo, meter muitas violas no saco.

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