Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2006
Alguns analistas do fenómeno desportivo e não só mostram-se indignados por um agente da autoridade (?) ter assistido impassível à agressão de que foi vítima um empresário de futebol.
Têm razão, é uma vergonha. Mas essa demissão do cumprimento do dever não foi diferente de outras de que ninguém reclama. Basta ver as tropelias que muitos condutores cometem hoje no centro de Lisboa, sem que se vislumbre um agente. É a lei do vale tudo e da impunidade.
Não nos devemos admirar. O modo como o Estado trata hoje os seus polícias não os iliba das responsabilidades, mas ajuda a compreender a sua desmoralização.
