Só ganhar não chega

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Só ganhar não chega
Só ganhar não chega

A equipa de Jorge Jesus dá sinais cada vez mais evidentes de cansaço mas a exigente plateia pouco se importa...

1 - Os adeptos do Benfica revelam pouca sensibilidade para com os evidentes sinais de cansaço que a equipa demonstra. Uma exibição frouxa diante do Bordéus foi premiada com um coro de assobios, como se a vitória não constituísse um resultado positivo. Pese embora este ciclo infernal, que já vai em 8 jogos ininterruptos, as vaias da bancada não são completamente desprovidas de razão. É que Jorge Jesus tem operado sucessivas mudanças, sacrificando inclusivamente a luta pela Taça da Liga, e a equipa não dá sinais de retoma. Ontem, sem frescura, o Benfica adiou para França o que, do ponto de vista teórico, podia ter perfeitamente resolvido na Luz. Assim, na próxima quinta-feira, em vez de uma folga ativa para a águia, haverá nova carga física e anímica, que pode ser pagas bem caro no encontro seguinte em Guimarães.

2 - No plano interno, e ao que a pontos diz respeito, está tudo a correr de feição ao Benfica. Neste caso, mais por demérito do FC Porto do que propriamente pelo fulgor demonstrado pelas águias, que, em Aveiro, sentiram grandes dificuldades para bater o Beira-Mar, último classificado da Liga. A liderança isolada do campeonato foi assim conseguida mercê do grande desempenho em Alvalade do tão imberbe como aflito Sporting e da estranha inoperência da equipa de Vítor Pereira.

3 - O Sp. Braga assegurou o concurso de Luiz Carlos, do Paços de Ferreira. Não só terá mais um bom jogador a custo zero na próxima época, como começou a desestabilizar já o Paços de Ferreira, com quem mantém uma acesa luta pela qualificação para a 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões da temporada 2013/14. Esta decisão pode ser discutível no plano ético, mas é revela da capacidade de gestão desportiva dos bracarenses. Luiz Carlos e, já depois dele Pedro Santos (V. Setúbal), são dois valores indiscutíveis.

4 - Três provas de fogo numa semana e o pleno para José Mourinho. O Real Madrid ganhou duas vezes a um Barcelona irreconhecível e conseguiu colocar ainda a cereja no topo do bolo, batendo o Manchester United em Old Trafford. A época merengue não ficou salva com esta sucessão de inesperados êxitos, mas o ambiente no Bernabéu desanuviou-se bastante. Se nos clássicos espanhóis há que reconhecer e relevar o mérito do Real Madrid, e o de Cristiano Ronaldo em particular, já na partida da Liga dos Campeões o papel principal foi assumido pelo árbitro turco Cüneyt Çakir. Mourinho e CR7 terão sempre uma falange de detratores a lembrar a injusta expulsão de Nani se o dia de erguer a Décima alguma vez chegar.

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