Sou um homem feliz

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Sou um homem feliz
Sou um homem feliz

Ninguém esperava isto. Ninguém podia esperar isto. O meu Atlético Madrid chega a esta altura campeão de Espanha e na final da Champions contra o nosso eterno rival. Começou tudo em agosto. Jogámos as duas mãos da final da Supertaça de Espanha frente ao todo-poderoso Barcelona. Ficámos sem o troféu, mas não perdemos nenhum jogo.

Voltámos a mostrar a mesma qualidade com que tínhamos acabado a temporada anterior, na final da Taça do Rei, quando vencemos o Real Madrid em pleno Estádio Santiago Bernabéu. A equipa dava sinais de continuar unida e forte, apesar de ter perdido Radamel Falcão para o Monaco. Muitos colchoneros pensavam que seria impossível substituir El Tigre. Foi a nossa maior figura durante duas épocas. Com ele, ganhámos esta Taça do Rei, uma Liga Europa e uma Supertaça Europeia.

Mas com a contratação do David Villa voltou a esperança e a mesma fé. E tudo ficou ainda melhor com as grandes exibições de Diego Costa. Fizeram esquecer Falcão. O impossível parecia estar a acontecer. Ficámos sem o melhor 9 do Mundo e estávamos ainda mais fortes. Isto só se pode dever ao trabalho genial de todos os jogadores que ficaram e ao grande Cholo Simeone. O obreiro do melhor período da história do Atlético. Estamos a viver um sonho desde que ele chegou ao clube, em dezembro de 2011. Transformou o caos em vitórias. Naquela altura, ninguém sonhava que poderíamos estar aqui. Nem os mais otimistas. No campeonato, estávamos a quatro pontos da descida e tínhamos acabado de ser eliminados da Taça do Rei pelo Albacete, da 2.ª B. Meses depois, em maio, comemorávamos a vitória na Liga Europa. Depois, em agosto, vencemos o Chelsea na final da Supertaça Europeia. Continuámos a crescer. A nossa imagem de marca é o facto de conseguirmos deixar a pele em campo. Temos uma capacidade de sacrifício única. É esse o segredo do nosso sucesso.

Sou um homem feliz por poder testemunhar todos os êxitos do Atlético nas últimas três temporadas. Sou um homem feliz por poder ter visto o meu clube campeão de Espanha 18 anos depois. Sou um homem feliz por ver o Atlético numa final da Champions quatro décadas após a última presença. E também sou um homem feliz apesar de termos perdido ontem a final da Liga dos Campeões. Têm sido três épocas incríveis. Dos últimos lugares da liga espanhola até à final da Champions. Grande Cholo Simeone!

GRANDE CALDEIRADA - A saga das convocatórias

Já tinha sido no Brasil, em Inglaterra, na Alemanha. Na segunda-feira à noite foi a vez de Portugal. Por esta altura, em cada um de nós há um selecionador. Todos acham que devia ir este em vez daquele. Mas Paulo Bento é o nosso selecionador. Estes são os 23 que ele escolheu. E, a partir de agora, também têm de ser os nossos 23. Os nossos craques. Merecem todo o nosso apoio. O país tem de estar unido à volta da Seleção. Só assim poderemos chegar longe. E convém lembrar que caldeiradas com as convocatórias há em todo o lado. Por isso, vamos estar com Paulo Bento. Vamos estar com Portugal.

NÓS LÁ FORA - Uma treinadora portuguesa

Tem 36 anos e é a primeira mulher a treinar um clube profissional de futebol masculino em França. Helena Costa é a nova treinadora do Clermont Foot, da segunda divisão francesa. Na apresentação, pediu apenas para que não a tratassem como uma mulher, mas como mais uma treinadora. É um desafio incrível e a Helena só pode mesmo ser uma craque para embarcar nesta aventura. A notícia fez com que o pequeno clube de França andasse nas bocas do Mundo durante a última sexta-feira. Espero que a Helena tenha sucesso. Boa sorte, campeã!

DO MEU ÁLBUM - Com Figo e companhia

Na última sexta-feira, tive o privilégio de ser treinador da equipa portuguesa contra os All Stars do Mundo, numa iniciativa da UEFA por causa da final da Champions em Lisboa. Pude treinar alguns dos jogadores de sempre, entre os quais muitos que foram meus colegas de Seleção: Figo, Rui Costa, Vítor Baía, Paulo Sousa e Fernando Couto. Também lá estavam outros, mais novos, como Deco, Nuno Gomes, Maniche e Boa Morte. E um emprestado: o grande Cafu. Alguns deles, mesmo com 40 e 50 anos, ainda podiam jogar na primeira divisão.

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