Tanto dinheiro

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Onde é que o FC Porto, Sporting e Benfica vão buscar um total de 65 milhões de euros para pagar os jogadores de futebol que contrataram para esta época? Foram-no buscar ao futuro, pago a crédito bancário, esperando grandes receitas nas competições internacionais? Foram-no buscar a fundos, daqueles que "passam" na nova legislação europeia, esperando encaixes futuros com vendas dos mesmos jogadores?

Sim, é muito dinheiro, tendo em conta o estado atual das finanças dos clubes portugueses e a disponibilidade (e, já agora, vontade) dos bancos, que é mais de receber créditos antigos do que de conceder créditos novos. O Benfica está a reduzir o seu passivo, que é grande, o Sporting está a aumentar o seu orçamento para o futebol, o FC Porto parece estar a aumentar o risco. É o clube que mais investiu em contratações, quase 37 milhões, certamente com a Champions League na mira.

O problema é que mesmo tanto dinheiro é pouco ao pé dos clubes ingleses ou mesmo dos italianos, que gastaram, respetivamente, mais de mil e cerca de 500 milhões de euros. Como competir com os clubes ingleses em dinheiro? É impossível.

Mas o modelo de negócio criado em Inglaterra, em que a repartição de receitas permite que até o último classificado (que descerá de divisão) terá um orçamento maior que o primeiro classificado em Portugal, é um exemplo. Mesmo que tudo isto signifique que o fosso no futebol europeu entre clubes de ligas ricas e equipas de campeonatos menores seja cada vez maior. Irremediavelmente.

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