Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005
Foi ontem a sepultar o jornalista Vítor Hugo, à sua medida um dos grandes nomes de “A Bola”, e uma personalidade singular.
Fomos amigos há uns bons 35 anos e essa relação só esfriou com o 25 de Abril, que teve também o efeito perverso de pôr irmãos contra irmãos, amigos contra amigos.
Mas nem assim deixei de o estimar e admirar, até porque foi sob o seu comando que a minha filha Teresa – que me representou no funeral – se sagrou campeã nacional de basquetebol.
Guardo da sua memória a lição da frontalidade, essa virtude, esse defeito. E culpo-me por me ter afastado tanto dele. Mas haverá outro dia.
