Terrorismo "usou" futebol

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Com um jogo de "loucos" arrancou, no domingo, em Luanda, mais uma edição da CAN. Futebolisticamente falando, ninguém poderia desejar melhor que ver 8 golos logo no primeiro embate e observar uma reviravolta histórica. Só os angolanos, naturalmente, não terão gostado de tanta agitação...

No entanto, aquilo que deveria ter sido uma jornada notável de propaganda para a modalidade e, mais especificamente, para o futebol africano, já estava marcada, negativamente, pelo que ocorrera antes da competição começar.

O que aconteceu em Cabinda não foi um acto de um grupo que luta pela independência da sua (?) terra. Foi, isso sim, um mero exercício terrorista de uns quantos alucinados que, mercê de uma acção cobarde, roubaram a vida a três pessoas que, ingenuamente, pensavam estar a caminho de uma competição desportiva, de uma festa do futebol.

Já tinha ouvido falar da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda, mas assumo não possuir conhecimento suficiente para, com um mínimo de propriedade, dizer se lhe assiste razão para reivindicar a independência da região. Mas isso é irrelevante para o caso. Com ou sem razão política, jamais a FLEC terá legitimidade para matar inocentes.

Os responsáveis deste bando podiam ter sido inteligentes ao ponto de aproveitar a realização da CAN na sua zona para, com elevação, defender as respectivas ideias. Engendrar meia dúzia de acções capazes de merecer a atenção dos "media" não seria muito complicado. Contudo, aqueles que se dizem vítimas de tudo e mais alguma coisa às mãos do governo de Luanda, optaram pela violência. E a ser verdade que não tiveram intenção de alvejar os pobres togoleses, isso só prova que nem bons guerrilheiros são. Deram-se a conhecer ao Mundo, é certo, mas já devem ter percebido que estão sozinhos na sua luta. Esta gente - conforme se comprova pelas novas ameaças proferidas por um tal Rodrigues Mingas desde França -, se algum dia teve razão... já a perdeu!

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