Teste ao Benfica
Hoje disputa-se um clássico do futebol europeu. O Manchester United-Benfica entrou no imaginário do jogo desde Eusébio, Bobby Charlton e Best. Para os adeptos da Luz, o Manchester é um terror que a superação dos jogadores benfiquistas por vezes consegue parar. Mas a deslocação ao frio britânico não é o embate mais importante desta semana. O jogo com o Sporting, esse sim, pode definir os tons com que se pinta a época dos encarnados. Perder em casa frente aos rivais deixaria marcas muito mais profundas do que uma eventual derrota no jogo de hoje.
O Sporting mantém os níveis de euforia, mas o jogo com o Braga lembrou a falta que faz Rinaudo. Nem André Santos nem Carriço conseguem fazer esquecer aquele poço de energia e dinâmica agora lesionado. E se Domingos lançar os dois, lado a lado, poderá ganhar algumas bolas no miolo mas perderá poder ofensivo. Talvez Elias seja a melhor solução.
No Benfica os adeptos deverão rezar para que Jesus não tenha mais um daqueles bloqueios em que é fértil quando os jogos são mais difíceis. Basta o Benfica colocar as peças disponíveis nos lugares certos para ser favorito. Não só por jogar em casa, mas principalmente por ter mais jogadores com classe, maturação e rodagem sobre a melhor relva.
P.S. – Não há palavras para sequer tentar descrever o drama dos pais de uma criança durante a luta contra uma doença potencialmente mortal. O caso de Gustavo, o pequeno menino de Mónica e Carlos Martins, deixa Portugal com um nó na garganta e olhos aguados. A mobilização nacional para uma causa tão nobre como o combate ao desfecho fatal da leucemia é já uma enorme vitória coletiva. Falta o que todos desejamos – um final feliz para esta e outras situações extremas.
E, afinal, para quem está nos requisitos necessários à doação eficaz, é tão fácil e indolor candidatar-se à extraordinária bênção de salvar uma vida.
