Tiros no pé
À medida que o Benfica marcava, os jogadores do Sporting levavam as mãos à cabeça. Nas bancadas de Alvalade, os adeptos leoninos não pareciam surpresos. O Benfica ganhou sem dificuldades, a crise dos leões agravou-se e no final do jogo, na conferência de imprensa, as explicações de Carvalhal acentuaram a ideia que a racionalidade no seio do grupo desapareceu.
O problema pode não ser Carvalhal mas que ele existe ninguém tem dúvidas. "Não me parece que a equipa esteja tão mal como há umas semanas. Estamos bem melhor", disse o treinador. Na realidade não se percebe onde.
Vejamos o que dizem os números: O Sporting nunca tinha perdido quatro jogos seguidos numa época; o Benfica não marcava 4 golos em Alvalade há 12 anos.
Voltemos a outras explicações de Carvalhal. "As tempestades tem acontecido, eu vou retirando muitos balões, mas grande parte das análises feitas são parte dos que dão cabo do cultivo". A rábula da estação meterológica é descabida e mais um tiro no pé. A crise sportinguista é interna. Nada tem a ver com o que se diz do seu treinador, jogadores ou presidente.
A falta de lucidez não se ficou por aqui. O treinador leonino atribui responsabilidades à equipa de arbitragem, considerando que dois lances influenciaram o resultado. Um foi o da expulsão de João Pereira. A responsabilizar alguém teria de ter sido o jogador leonino, que viu o vermelho com toda a legitimidade e prejudicou gravemente a sua equipa.
