Treinadores em Portugal e no estrangeiro
1 - Jesualdo Ferreira. O treinador do FC Porto continua a não ser muito estimado pelos adeptos do próprio clube que, à falta de resultados negativos, questionam a qualidade das exibições. Numa resposta à altura, o técnico explicou que, para si, o conceito de jogar de bem é... ganhar. Duvido que alguém prefira bons desempenhos a triunfos.
2 - Camacho. O Benfica, com muito coração, lá vai resolvendo alguns jogos e, por agora, regressou à luta na "Champions" e assumiu-se como principal perseguidor do FC Porto na Liga. Com ou sem sorte, com exibições satisfatórias e outras nem por isso, a verdade é que com o espanhol os jogadores correm e acreditam até ao fim. Com Fernando Santos, por vezes, até actuavam melhor, mas ficava sempre a ideia que já entravam a perder.
3 - Paulo Bento. Em Alvalade, o estado de graça dos treinadores costuma mudar muito depressa. Inácio, Boloni e Peseiro, por exemplo, era bestiais num dia e bestas no outro. Bento aguentou muito tempo sem ser alvo de contestação, mas as coisas estão a mudar. Tudo por culpa dos resultados. Bastava Tiago ou Abel não terem cometidos erros ou Benaglio não ter feito um punhado de boas intervenções e, se calhar, os contestatários estavam em silêncio. E as exibições eram as mesmas!
4 - Manuel Cajuda. Gosto deste técnico que arrisca e aproveita todas as declarações à imprensa para dizer o que pensa e não o que é banal ouvir-se antes e depois dos jogos. Apreciei a forma como cumprimentou a equipa de Leiria derrotada, ao cair do pano, em Guimarães. Penso que só se esqueceu de realçar que ficou um penálti gigantesco por assinalar a favor do opositor.
5 - Nelo Vingada. Contratado com o intuito de levar a Jordânia ao Mundial de 2010, correu sérios riscos de ficar pela eliminatória inaugural da Confederação Asiática. Foi só nos penáltis que logrou desembaraçar-se de um Quirguistão que ninguém sabe onde é, quanto mais que tinha futebol.
6 - Manuel José. Ganhar em África, não é a mesma coisa que vencer na Europa ou na América do Sul, mas ganhar sempre, ano após ano, não é para todos. O técnico que já chegou a ser apelidado de incompetente tem, forçosamente, de perceber da poda. O Al-Ahly prepara-se para arrebatar mais uma Liga dos Campeões Africanos.
7 - Quique Flores. Ganhar 6 dos 9 jogos da Liga espanhola ou, melhor que isso, estar a escassos 4 pontos da liderança em quarto lugar (em igualdade com o terceiro) não foi suficiente para o técnico de Miguel, Caneira e Manuel Fernandes manter-se em funções no Valencia. Se a moda pegar em Portugal, as "chicotadas" serão mais que muitas.
8 - José Mourinho. Acredito que o ex-Chelsea continue a devorar jogos de futebol via tv. Mas, tendo em conta os últimos desenvolvimentos, penso que a hora de regressar à acção está para breve. O AC Milan afigura-se o destino mais provável, agora que há acalmia no Inter, Real e Barcelona.
