Tudo em aberto

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A 1.ª jornada da Liga foi um manancial de curiosidades. Houve uma chuva de empates, os três grandes conseguiram o mesmo resultado e chegaram todos à igualdade com golos de cabeça (um na própria baliza). Este jogador que marcou na própria baliza também marcou na outra. O golo que salvou o Benfica da derrota foi do jogador que custou mais barato ao clube (Weldon). A única equipa que ganhou (o Braga) foi a que perdeu o treinador mais badalado deste verão (Jesus). Enfim, as curiosidades não acabam.


Além disso, a 1.ª jornada deu importantes indicações, a saber:


1) O Porto está longe de ser o bloco compacto da época passada. É uma equipa desgarrada, que joga aos repelões e à qual faltam jogadores com classe. Mariano González, que Jesualdo quer fazer um novo Lisandro López, não tem categoria para jogar no FC Porto. Só isso faz toda a diferença;


2) O Sporting revela as mesmas qualidades e defeitos da época passada, agravados pela saída de Derlei. A equipa não marca os golos correspondentes ao caudal de jogo que produz. E não só por falta de goleadores (Liedson é um grande avançado). O problema é o excesso de passes, as deficiências de coordenação e a falta de decisão no último quinto do campo;


3) O Benfica está a quilómetros de distância dos últimos anos. Mandão, poderoso, jogando bem em todas as zonas do campo. A desilusão do empate não esconde uma equipa muito forte, até na maneira como soube dar a volta ao jogo da 1.ª para a 2.ª parte, fazendo gato-sapato do adversário.


Tudo na mesma, à partida para a 2.ª jornada? Nada disso: foram dadas preciosas indicações. E os benfiquistas têm razões para sonhar.


 

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