Um alívio... até para Paulo Bento
Ainda que se possa discutir que Paulo Bento até seria o problema menor na crise leonina, não havia outra solução que não fosse a demissão. Basta olhar para a justificação apresentada: "Não estarem reunidas as condições" para continuar a orientar a formação leonina.
Paulo Bento já tomara consciência que não tinha argumentos para alterar o rumo dos acontecimentos. Nem todos eram da sua responsabilidade, como as poucas possibilidades de reforço efetivo do plantel, mas na qualidade de "patriarca" assume as principais responsabilidades (até as que aceitou numa lógica de estrutura dirigente). E assim, livrando-se de uma pressão que desgasta o mais duro dos resistentes, estará a sentir-se aliviado.
A saída de Paulo Bento é a primeira "morte moral" no projeto de Bettencourt. Soares Franco chegou a chamar-lhe Alex Ferguson do Sporting e Bettencourt, na hora de lhe suceder, atribuiu-lhe o mesmo estatuto. Uma grande responsabilidade. O presidente leonino só pode estar destroçado. Mas é importante que faça uma análise que vá para além das dificuldades que lhe têm sido criadas por aqueles que deviam ser os seus pares.
Paulo Bento tomou uma atitude louvável e de grande respeito pelo Sporting. É assim que Bettencourt também a deve ver. E é nessa lógica que terá de fazer mais alguma coisa por uma equipa que já não acredita em si. A começar dentro da própria casa...
