Um clássico vale muito
Na três primeiras jornadas da Liga o Sporting ganhou. Nada de extraiordinário. Tinha a obrigação de o fazer. Mau seria se não o conseguisse, pelo que não se pode fazer dessas vitórias trunfos para tirar da manga quando as coisas correm menos bem.
À 4. e 5.ª perdeu. Benfica e FC Porto levaramos 3 pontos com toda a justiça. Foram jogos diferentes (bonito o primeiro, aborrecido o segundo). Num e noutro, os leões não souberam contornar a estratégia dos rivais. Ontem foram uma equipa sem confiança (o triunfo ao Basileia não foi suficiente para fazer disparar os índices de motivação) e com erros de organização.
Juntou-se a má leitura do banco e este "cozinhado" resultou na perda da liderança e no agudizar do divórcio com a massa associativa.
No final, Paulo Bento defendeu que "os confrontos directos não decidem campeonatos". O treinador leonino não erra quando diz que ainda há muito para jogar mas do ponto de vista da crença, no seio do grupo, os clássicos valem muito. Ganhar aos rivais dá outra raça, faz com uma equipa tenha uma mentalidade vencedora, potencia um discurso positivo para fora. Dá outra alma à equipa.
O Sporting parte para esta paragem na liga claramente fragilizado em relação aos concorrentes directos. Este período deve servir para avaliar os erros de gestão e potenciar as mais valias de um grupo que necessita de dar mais sinais de segurança.
