Interrogatório

Nuno Félix
Nuno Félix Scout internacional

Um dérbi num campeonato em formação

Quem entrou melhor no dérbi?

Peseiro. À 3.ª jornada, as duas equipas entraram em campo sem estarem obrigadas a ganhar. O Benfica queria os três pontos, não apenas por jogar na Luz, mas porque necessitava de confirmar o sistema para Ferreyra, embalar para Salónica e matar a dependência de Jonas. Mas o Sporting entrou ajustado ao adversário. Acuña a 8, muleta de Jefferson a fechar o flanco e ajudante de Battaglia no bloqueio à construção de Pizzi, fechou a porta ao jogo interior do Benfica, tornando o processo ofensivo encarnado mais lento e previsível.

Salin ou Renan?

O guardião francês não havia dado grandes provas de fiabilidade e Renan fez uma 2.ª volta ao serviço do Estoril de indiscutível qualidade. Era, pois, legítima a questão. O jogo tratou de confirmar a queda de Salin para os grandes jogos. Já era assim no Marítimo, onde assinava as melhores exibições contra os ‘grandes’. Ontem voltou a voar a grande altura no ninho da águia.

Gedson ou Pizzi?

Ao minuto 70, Gedson tinha desaparecido do jogo, mas o 21 continuava a tentar sucessivas variações do centro de jogo, ora por via de movimentações para as laterais na procura de novas linhas de passe, ora pela tentativa de pautar os ritmos da sua equipa com combinações de passes laterais e de ruturas interiores. Certo é que Pizzi já teve noites mais inspiradas e Gedson, numa posição mais recuada que lhe é familiar dos tempos da formação, ligou com Fejsa e deu aos recém-entrados João Félix e Zivkovic a segurança de que estes necessitam para libertar o seu talento ofensivo.

Afinal a solução ainda está no Seixal?

Se Pizzi foi um cérebro algo dormente , Gedson foi o coração que empolgou na primeira parte. Lá atrás, Rúben cumpria sem excessos e o mal-amado André Almeida convencia definitivamente, mas o melhor estava para vir. João Félix é especial. Numa receção a um toque, retira-se da zona de pressão. Com um drible de corpo ganha 3 metros ao adversário. Na marcação da bola parada é rápido a pensar e preciso na execução. Na disputa pela bola antecipa as trajetórias com vantagem competiva e o handicap físico que ainda lhe apontam só é evidente no corpo a corpo, sendo que o resultado do choque é normalmente favorável à sua equipa, pois consegue arrancar faltas em zonas de decisão. Comparativamente com os milhões investidos nos reforços já testados, nesta fase do campeonato, o Seixal volta a certificar a sua reconhecida qualidade.

Jogadores grandes ou grandes jogadores?

Um Sporting de Petrovic, Misic, Coates, André Pinto e, claro está, de Bas Dost, seria mais do que um adversário ‘à altura’ para as muitas torres da Luz, mas Peseiro escolheu, e bem, os melhore s de bola para este dérbi. Écerto que o Sporting acabou por sofreu bastante com os cantos e cruzamentos defensivos e no ataque foi ‘fofinho’ pelo ar. O melhor momento do jogo? Esse veio mesmo da cabeça do ‘gigante’ João Félix.

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