Um direito e um dever
Desde que cheguei à direcção de Record que os artigos de opinião se alargaram tanto quanto tem sido a vontade dos seus jornalistas. Quero que assim continue enquanto todos continuarmos a respeitar, ao mesmo tempo, o direito à crítica e os deveres de lealdade e urbanidade a que estamos obrigados.
É claro que esta postura implica riscos. Numa redacção de 100 jornalistas haverá sempre quem se levante de mau humor e se disponha a disparar não da rua principal – e de costas para o sol, vá lá... – mas escondido num telhado.
Mesmo que não aprove esse disparo, compete-me assumir a responsabilidade pelo tiro. Por isso, e porque na última edição da revista Record DEZ, o presidente da Federação de Andebol de Portugal, Luís Santos, foi alvo de comentários pouco simpáticos e claramente excessivos, para mais não assinados, aqui estou, em nome de Record, a cumprir o grato dever de lhe apresentar as desculpas que merece.
A lei do faroeste não se aplicará neste jornal.
