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Um país onde insultar é demasiado fácil
Manuel Sérgio foi, obviamente, infeliz. As desculpas que pediu podiam ter sido evitadas
Luisão está no Benfica há 12 anos. Não há clube português que não gostasse de ter feito a contratação antes dos encarnados, tal a produção, exemplo e capacidade demonstradas pelo central ao longo do tempo. Duas derrotas com o Sporting e um mau arranque de época levam a que tudo se questione. Até se o brasileiro ainda tem pernas.
Insultar neste país é demasiado fácil. Basta ver as redes sociais e as caixas de comentários dos jornais. Manuel Sérgio foi, obviamente, infeliz e as desculpas que pediu podiam ter sido evitadas. É impressionante como a idade continua a ser tão importante no julgamento dos adeptos, quando o rendimento e dedicação merecem tão mais atenção. Luisão é um líder. Que Sporting e FC Porto não desdenhariam. Quanto mais os outros. O Benfica pode ter muitos problemas. E tem-nos, de facto. Mas fazer do capitão o bode expiatório de jogos menos conseguidos quando há tanto a melhorar parece-me desonesto.
Também Rui Vitória enfrenta a desconfiança pública, muito pelos 5 a 8 pontos que leva de atraso para os leões. O técnico teve a sorte de ninguém o ter atacado publicamente de forma tão radical como Luisão. Mas em muitas opiniões publicadas e recados que chegam até da Luz percebe-se que já houve mais fé no homem que em Guimarães tão bom trabalho realizou.
A sucessão de Jesus seria sempre problemática. Foram seis anos de um técnico com um feitio muito próprio. Em contenção de custos - ainda que fictícia - tornou-se ainda mais complicada. Mas Vitória não pode responder por tudo. É cedo para deixar de acreditar. Quando se tomam opções conscientes e fundamentadas dá-se tempo. E apoio. Sem reservas.
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Cláudio Saúde04 novembro 2026 - 18:03