Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Um país zangado
A inauguração do novo Estádio da Luz foi pautada por discursos. Tudo o que é alguém neste país teve direito a proferir algumas palavras. Para além do presidente do Benfica, Manuel Vilarinho, também Jorge Sampaio, Pedro Santana Lopes e Durão Barroso tiveram tempo de antena. Houve mais. Representantes de empresas que inauguraram bancadas com nomes de marcas. Deles não reza a história.
Interessante foi verificar como entre as três maiores figuras representantes do Estado - Presidente da República, primeiro-ministro e presidente da Câmara Municipal de Lisboa - apenas uma cor estava representada. O verde. Tanto Sampaio como Santana e Durão são ilustres sportinguistas. O povo benfiquista, em dia de festa, não deixou de reparar no pormenor. E se ao mais alto dignitário da Nação cedo perdoou tal falha (Sampaio foi muito aplaudido), já o edil teve de usar os conhecidos dotes oratórios para virar uma situação incómoda a seu favor. Mas Santana começou assobiado e se fosse caso disso teria saído em ombros.
O único crucificado foi Durão. O menos mediático dos leões. Porque o que estava em causa não eram cores. Era o país. E o país está farto de sofrer. Está zangado. E assobia. Foi o dia em que o cor-de-laranja se tornou mais insuportável do que o verde.
Últimas Opiniões